A Microsoft deu mais um passo firme no combate à pirataria de seus produtos. A atualização de novembro trouxe mudanças que praticamente inviabilizam o uso do método KMS38, uma das técnicas mais populares para ativar ilegalmente o Windows e o Office.
O fim do KMS38
Por muitos anos, o KMS38 explorou brechas no Key Management Service (KMS) para simular uma ativação corporativa legítima. A técnica estendia a validade da licença até janeiro de 2038, o que a tornou amplamente difundida entre usuários que buscavam evitar o pagamento da licença original.
Com a atualização recente, a Microsoft corrigiu as vulnerabilidades usadas por essa ferramenta, passando a identificar:
- Datas anômalas e modificações indevidas no sistema
- Ativações falsas realizadas por meio da simulação KMS
Como consequência, milhares de computadores que dependiam do KMS38 estão voltando ao status de “não ativado”.
Ferramentas piratas recuam
O grupo responsável por um dos utilitários mais conhecidos, o Massgrave, já removeu o KMS38 de suas ferramentas. O movimento reflete o aumento da vigilância da Microsoft e seu esforço em manter o ecossistema do Windows 11 mais controlado e seguro.

Por que isso importa?
A ação reforça a estratégia da Microsoft de reduzir ao máximo o uso de softwares não licenciados. Para a empresa, além de proteger sua receita, essas medidas também ajudam a elevar a segurança do usuário, já que métodos de ativação pirata frequentemente abrem portas para malware e configurações inseguras.
Mas essa mudança também reacende discussões entre usuários sobre o preço das licenças, acessibilidade e a rigidez das políticas de ativação.
Muitos usuários argumentam que o preço das licenças oficiais — especialmente em países com menor poder aquisitivo — acaba incentivando o uso de alternativas ilegítimas. Um Windows 11 Pro, por exemplo, pode representar um custo significativo para estudantes, autônomos ou pequenas empresas.
Além disso, as políticas de ativação da Microsoft são vistas por alguns como excessivamente rígidas, limitando o uso em máquinas montadas, dificultando reinstalações e até gerando bloqueios inesperados após upgrades de hardware.
Para outros, entretanto, a cobrança é justa: softwares robustos exigem investimento contínuo, suporte e atualizações de segurança, e a pirataria enfraquece esse ciclo. No fim, a discussão gira em torno de um ponto central — como equilibrar preço, proteção e acesso sem prejudicar o ecossistema ou os consumidores.
