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Malware Maverick se espalha pelo WhatsApp Web no Brasil

Pesquisadores de segurança cibernética identificaram uma nova ameaça que está se espalhando rapidamente entre usuários brasileiros: o malware bancário Maverick.
O malware se propaga pelo WhatsApp Web, uma das plataformas mais usadas no país, e tem como alvo os principais bancos brasileiros, roubando credenciais e dados financeiros de forma furtiva.


O que é o malware Maverick?

De acordo com a CyberProof e a Trend Micro, o Maverick apresenta fortes semelhanças com o trojan bancário Coyote, conhecido por ataques anteriores no Brasil.
Ambos foram desenvolvidos em .NET e contam com recursos avançados de descriptografia, monitoramento de URLs bancárias e autopropagação via WhatsApp.


Como o ataque acontece

O grupo hacker Water Saci, identificado como o responsável pela campanha, utiliza uma estratégia engenhosa de disseminação:

  1. A vítima recebe um arquivo ZIP malicioso pelo WhatsApp.
  2. Dentro dele há um atalho do Windows (.LNK).
  3. Ao executá-lo, comandos em cmd.exe ou PowerShell conectam o sistema ao servidor remoto zapgrande[.]com.
  4. Esse servidor baixa a carga inicial do malware, que desativa o Microsoft Defender e o Controle de Conta de Usuário (UAC).
  5. Por fim, são baixados e executados os módulos SORVEPOTEL e Maverick.

Comportamento e capacidades do Maverick

O Maverick opera de forma silenciosa, monitorando abas do navegador da vítima em busca de URLs de bancos latino-americanos.
Quando detecta uma correspondência, envia os dados para um servidor remoto e recebe comandos para:

  • Coletar informações do sistema;
  • Exibir páginas falsas de login bancário;
  • Roubar credenciais e tokens de autenticação.

Antes de agir, o malware verifica se o computador está no Brasil, analisando fuso horário, idioma e formato de data, para garantir que o ataque seja direcionado a alvos locais.


Controle remoto e propagação automática

Segundo a Trend Micro, o ataque é altamente sofisticado.
O Maverick consegue controlar o WhatsApp Web da vítima, utilizando cookies e tokens de autenticação do navegador para burlar o QR Code de login.
Assim, ele envia automaticamente novos arquivos maliciosos a todos os contatos, disfarçados sob o nome “WhatsApp Automation v6.0”.

Além de roubar dados bancários, há indícios de que o malware também esteja sendo usado para espionar hotéis brasileiros, ampliando o alcance das vítimas.


Detalhes técnicos e rede de controle

O sistema de comando e controle (C2) utiliza e-mails do domínio terra.com.br, protegidos com autenticação multifator (MFA).
Essa abordagem torna a comunicação entre os hackers e os dispositivos infectados mais discreta — embora introduza leves atrasos operacionais.

O Maverick é capaz de executar mais de 20 comandos, incluindo:

  • Coleta de informações do sistema;
  • Captura de tela;
  • Exclusão de arquivos;
  • Reinicialização remota.

Por que o WhatsApp é o vetor ideal

Com mais de 148 milhões de usuários ativos no Brasil, o WhatsApp se tornou o canal perfeito para disseminar ataques em massa.
A relação entre Maverick e Coyote demonstra uma evolução nas táticas dos cibercriminosos brasileiros, que agora exploram plataformas legítimas e dados de sessão do navegador para realizar ataques silenciosos e altamente escaláveis.


Como se proteger do malware Maverick

Especialistas recomendam:

  • Nunca abrir arquivos ZIP ou LNK recebidos por WhatsApp, mesmo que pareçam legítimos.
  • Manter o antivírus ativo e atualizado.
  • Evitar desativar o UAC e o Microsoft Defender.
  • Ativar a autenticação de dois fatores (2FA) em contas bancárias e mensageiros.
  • Monitorar movimentações bancárias e relatar atividades suspeitas imediatamente ao banco.

Conclusão

O surgimento do Maverick é mais uma prova de que cibercriminosos estão profissionalizando suas operações e utilizando canais de comunicação populares como o WhatsApp Web para ampliar o impacto de seus ataques.

Manter-se informado e adotar boas práticas de cibersegurança é essencial para reduzir riscos e evitar prejuízos financeiros.

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